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  NOTÍCIAS -   20 SETEMBRO 2017

SPTF 2017: investimento responsável atrai investidores


São Paulo, junho de 2017 - Teve início ontem na Cidade do México, a XII Reunião Anual SPTF 2017 - Social Performance Task Force, encontro que ocorre até quinta-feira, 08 de junho, e conta com a participação do presidente da ABSCM – Associação Brasileira das Sociedades de Microcrédito (ABSCM) –, Ricardo Assaf, reeleito no cargo, representando todas as instituições de microcrédito associadas.



Considerado um dos principais eventos do setor, a SPTF reúne e coleta dados de inclusão social financeira na América Latina e Caribe e treina gestores de crédito para os Padrões Universais para o Gerenciamento do Desempenho Social. A prática de investimento responsável, conhecida como ESG - Environmental, Social and Corporate Governance, na sigla em inglês, tem atraído investidores em todo o mundo.

Com isso, as organizações e instituições de microfinanças podem fazer uso da ferramenta para demonstrar o impacto das ações no desempenho social. “Um negócio que gera valor social, ambiental e de governança corporativa é visto com bons olhos pelo mercado e muitas organizações já entenderam a importância disso e têm recorrido à avaliação e medição do desempenho social para a tomada de decisão. Logo, o investimento de impacto é cada vez mais importante, sendo uma alternativa inteligente para financiar o desenvolvimento e a promoção da inclusão financeira”, avalia Assaf.


Dia 07 de junho:

Um dos destaques da programação de hoje inclui a plenária sobre Fintech: como trazer os fornecedores mais próximos dos clientes, dada a importância da tecnologia na indústria. Um dos pontos de análise é se os latino-americanos devem investir agora na tecnologia. A POLOCRED, representada pelo Presidente do Conselho da ABSCM, Marcelo Rocha, será uma das empresas convidadas a debater o tema, ao lado de Vicente Fenoll Algorta, CEO do Kubo Financeiro, do México.



“Apresentaremos o projeto de arranjos de pagamento e a plataforma MICROMOB, iniciativa que a AMCRED, em parceria com a SCM POLOCRED, está implantando para ofertar novos serviços financeiros, utilizando a tecnologia para os tomadores de crédito de Santa Catarina e todo País. Este tema foi resultado das oficinas de Gestão de Desempenho Social e Impacto Social, coordenadas pela consultora Alexandra Annes, SPTF e OIKOCREDIT Brasil, realizadas junto às IMFs de Santa Catarina associadas à AMCRED. O principal objetivo é melhorar o atendimento aos clientes de microcrédito, bem como a redução dos custos de transação para o cliente final.", afirma Rocha.


Dia 06 de junho:

Ontem, no primeiro dia da SPTF 2017, foi apresentado os indicadores e resultados de ponta, capacitação e introdução dos Padrões Universais para o Gerenciamento do Desempenho Social. Durante o Focus Group discutiu-se a estratégia das instituições para alinhamento social e performance interna com os clientes. Entre os pontos abordados, a criação de produtos que atendam às necessidades sociais dos clientes; parâmetros de medição; como medir e segmentos como educação (principalmente dos filhos), saúde (itens básicos como água, banho, luz e qualidade da alimentação), setor de seguros, poupança e empowerment, que é a descentralização de poderes.

“Absorvemos muitas informações importantes sobre a real necessidade de abraçar um projeto de “social performance”. É vital ter a certeza do que ser medido e qual a função para a organização, ter a clareza e objetividade nos conceitos e o porquê da medição. É muito difícil medir conceitos como capital social e empoderamento de clientes, sendo imprescindível a obtenção de dados úteis como o nível de educação da pessoa e se existe plano de saúde familiar, por exemplo”, explica Assaf.

Os recursos disponíveis atualmente podem facilitar e melhorar a prática pelos prestadores de serviços financeiros em todo o mundo, assim como a qualificação de avaliadores sobre a ferramenta de auditoria Social SPLI4. Por fim, aconteceram reuniões de trabalho de resultados dos clientes, avanços, desafios, práticas de medição e monitoramento de desempenho social e conversa com investidores sociais para discussão de progressos, atualizações e dificuldades das iniciativas prolongadas de investimento das finanças inclusivas e responsáveis.


Dia 05 de junho:



Particularmente na segunda-feira, dia 05, em evento exclusivo com as associações vindas da América Central, América do Sul, África e Sul da Ásia, houve a troca de experiências e compartilhamento de resultados, bem como a apresentação da pesquisa com 19 organizações ao redor do mundo, em especial na América Latina. Entre os principais pontos discutidos, a informação de que 80% das associações oferecem serviços adicionais como fonte de recursos, sendo que os mais lucrativos são treinamento e publicações, a maioria dos diretores são voluntários e o maior desafio é a sustentabilidade e entregar valor ao associado. Além disso, foi apresentado o case de sucesso da Nicarágua, que ousou em trazer recursos de outras fontes, transformando-se em um cluster, ou seja, um conglomerado de empresas que trabalham com microfinanças.